Publicado em: 07/06/2019 19h32 – Atualizado em: 15/08/2019 14h44

Servidores da Justiça Federal de MS participam de curso sobre saúde mental e gestão emocional

Servidores da Justiça Federal de MS participam de curso sobre saúde mental e gestão emocional

 

A Justiça Federal de Campo Grande realizou nessa quinta-feira (06/06) curso voltado para a saúde mental dos servidores. Com o tema “Saúde Mental: dos Relacionamentos Interpessoais à Gestão Emocional”, foram realizadas palestras com a psicóloga Iris Inari Bambil Ujie Lima, supervisora da Seção de Saúde e Qualidade de Vida – SUSQ, mestre em Psicologia da Saúde e especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho,  as professoras do Curso de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, Lídia Carolina Rodrigues Balabuch, mestranda em Psicologia da Saúde e Maria Elisa de Lacerda Faria, especialista em Psicanálise e Saúde e mestranda em Psicologia da Saúde.

O curso aconteceu no auditório da Justiça Federal e foi transmitido ao vivo, por videoconferência, para servidores do Juizado Especial Federal, (Rua 14 de Julho, 356, centro), das duas Turmas Recursais (R. Marechal Cândido Mariano Rondon, nº 1245, esq. c/Av. Calógeras) e das subseções judiciárias de Ponta Porã, Dourados, Naviraí e Três Lagoas.

A psicóloga Íris Lima apresentou pesquisa realizada no judiciário federal,  que comprovou que um terço de todas as licenças médicas dos servidores está relacionado à saúde mental ou comportamental, enfatizando a importância dos cuidados com nossos sentimentos e emoções (emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais baseadas nas memórias emocionais e surgem quando o cérebro recebe um estímulo externo. O sentimento, por sua vez, é uma resposta à emoção e diz respeito a como a pessoa se sente diante daquela emoção).

Dentre os diversos assuntos tratados, a depressão, tida como o mal do século, é o que causa maior preocupação, sendo responsável por diminuição da produtividade e qualidade de vida, levando a afastamentos laborais e, se não for devidamente tratada, ocasionando até a morte.

Conforme explicado no curso, há diferença entre o estado depressivo, que é uma simples tristeza e o transtorno depressivo. O primeiro é natural e até importante que seja vivenciado e respeitado em uma situação de luto, por exemplo. Chorar é bom, pois alivia e as pessoas devem entender isso, não sendo necessário buscar ajuda médica ou psicológica, se isso logo passar.

Já o transtorno depressivo se prolonga por um período maior e ocasiona maior sofrimento. Daí há a necessidade de ajuda psicológica ou psiquiátrica. Ainda de acordo com as psicólogas, hoje em dia diminuiu o preconceito de se buscar ajuda psiquiátrica, inclusive pelos homens que, por machismo ou tabu, quase nunca procuravam ajuda na medicina e na psicologia.

Para mantermos um bom estado de saúde, como explicou a psicóloga Lídia Balabuch, é necessário observar três questões fundamentais:

- Cuidar do corpo: bom sono, exercícios físicos e alimentação de qualidade;

- Enriquecer os vínculos com as pessoas que nos rodeiam: familiares, amigos e colegas;

- Múltiplos fatores: sociais (religião, clubes, amizades), psicológicos e biológicos (hereditários).

Ela afirma que podemos aprender um novo jeito de resolver nossos problemas e que devemos dedicar mais tempo às pessoas que são importantes para nós.

Relação adulto x criança

“Muitos adultos cobram das crianças comportamento adulto, maduro, o que só se consegue com a idade da criança e com conversas, sem uso da violência”, orienta Lídia Balabuch, e dá o exemplo em que, logo após as crianças levarem uma tremenda bronca ou receber um castigo, os pais gritam: “engole esse choro!”, não permitindo que a criança expresse seus sentimentos. É importante respeitar a criança, seu sofrimento, seus gostos e individualidade. Às vezes é preciso usar da autoridade, mas sem ser autoritário.

Há pais que apesar de não cumprimentarem a todos numa festa ou não se entrosarem, exigem que os filhos o façam, causando constrangimento e aumentando a timidez dos filhos. Ou que não comem salada, mas brigam para os filhos comerem”. Ela também lembra que os pais não devem fazer comparações com outros filhos ou outras crianças, pois cada um é diferente.

No final, foi realizada uma dinâmica com todos os participantes,  promovendo uma reflexão sobre as relações pessoais em casa e no trabalho, bem como a comunicação assertiva e o trabalho em equipe. O curso, que contou com 36 participantes, além dos servidores do interior do Estado, agradou os participantes.

Plantão Psicológico

Para os servidores e colaboradores da Justiça Federal que desejarem ter acesso a um apoio psicológico, podem contar com o atendimento dos acadêmicos do curso de psicologia da UCDB que estão em plantão no gabinete médico do prédio sede, às terças-feiras: das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 e às sextas-feiras: das 9h00 às 13h00.

 

Seção de Comunicação Social